sábado, 12 de março de 2011

A volta dos camisas 9

Luís Fabiano e Adriano são os melhores centroavantes que surgiram depois da era Ronaldo Fenômeno. Mas o que os diferencia é algo muito simples. Enquanto Luís Fabiano exibe sua boa forma física, Adriano se mostra desinteressado.

Se formos rever a carreira dos dois, tanto o Fabuloso quanto o Imperador poderiam ter sido maiores em suas carreiras. Adriano foi grande enquanto jogou na Inter de Milão, mas deu aulas e mais aulas de como destruir sua carreira. Depois de colecionar noitadas, atrasos e más atuações, o mercado europeu se fechou e ele se viu obrigado a voltar ao Brasil para o São Paulo.

Voltou para a Inter o suficiente para se meter em mais confusão e voltar para o Brasil dizendo que jamais jogaria bola de novo. Esse discurso durou o tempo para ele voltar a jogar pelo Flamengo e ajudar o time na campanha do título Brasileiro daquele ano.

Em 2010, Adriano estava mais gordo do que em 2009, mas continuou a marcar os seus golzinhos, que o levaram a uma negociação com a Roma. Em quase um ano no clube italiano, jogou oito vezes e marcou apenas um gol, o que levou, junto com os atrasos e o desleixo pela profissão, à rescisão do seu contrato.

Adriano voltou para o Brasil e viu as portas da Gávea se fecharem para ele com a declaração de Luxemburgo de que não o queria no elenco do Flamengo. Hoje, está sem clube, curtindo seu Rio de Janeiro.

Luís Fabiano foi menos do que poderia ter sido. Nunca foi uma estrela de nível mundial como Adriano, mas jogou mais bola que ele. Depois de mais de cem gols em quatro anos de São Paulo , foi vendido ao Porto, onde não fez as boas atuações que repetiu no clube paulista.

Foi para o Sevilla uma temporada depois, onde se adaptou e fez grandes jogos. Foi como jogador do Sevilla que jogou a Copa do Mundo de 2010 e a Copa das Confederações de 2009. Mas, como jogava em um time de menor expressão, não ficou conhecido como um grande jogador.

Mas, mesmo assim, conseguiu se firmar e volta para o Brasil com aura de craque. Identificado com a torcida são-paulina, sua volta se dá quando ele está contundido, e mesmo assim as pessoas comemoram como se fosse um título.

Enquanto Luís Fabiano volta para sua casa, Adriano vê os portões da Gávea se fecharem. Novamente, o comportamento fora de campo fez a diferença.

Retratação

Apenas queria deixar registrado que não concordo com as atitudes de Eurico Miranda no geral, mas que concordo a atitude citada na crônica abaixo.

Obrigado

Não pode ser omisso!

Abriram-se os envelopes e recomeçou o espetáculo circense envolvendo o Clube dos 13 e seus clubes dissidentes. Não consigo entender a matemágica que levou os clubes apadrinhados pela CBF a negociar as cotas de TV separados.

Como R$516 milhões por ano não é uma boa quantia? Divida esse valor por 20 e terá um resultado assombroso, isso sem contar as porcentagens desse valor que variam de clube para clube. E ainda faltam as cifras da TV fechada, Internet, pay-per-view, telefonia celular...

Depois da palhaçada feita por Corinthians e os Clubes do Rio, que pediram o afastamento do Clube dos 13 sem antes pagar suas dívidas com a entidade, agora esperam receber um valor maior pago pelas TVs que negociarão direto com esses clubes.

Fábio Koff ainda acredita que todos os clubes estarão no pacote fechado pela RedeTV para a transmissão do triênio de 2012/2014. Mas será que os clubes aliados voltaram atrás, com o rabo entre as pernas após essa palhaçada protagonizada por eles?

Será que Ricardo Teixeira deixará os clubes voltarem para o Clube dos 13? Depois de 11 anos, sinto falta da atitude de Eurico Miranda na final da Copa João Havelange. Após se sentir prejudicado pela Rede Globo, Eurico colocou, de graça, o simbolo do SBT no peito da camisa do Vasco em um jogo que a Globo ia televisionar.

Apesar de todos os problemas de Eurico Miranda, faltam dirigentes como ele hoje em dia. A atitude de peitar quem você acha que está te prejudicando é fantástica. Só que esta atitude foi tomada contra a Globo. Para os clubes que ainda fazem parte do Clube dos 13, essa atitude teria de ser contra a CBF.

E, mesmo depois de Eurico ter tomado aquela atitude drástica, a Globo continuou trasmitindo jogos do Vasco, mostrando que os presidentes dos clubes tem poder para fazer tal coisa sem prejudicar seus clubes. Lembrando que o Vasco ganhou a Copa João Havelange (Brasileirão daquele ano) de 2000, mesmo peitando a Globo.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Se gritar "pega ladrão", não fica um, meu irmão!

O que fazemos por uma peça de museu! O que Patrícia Amorim e Juvenal Juvêncio fizeram por uma simples taça, que seria esquecido em um dos museus dos clubes. Procuro deixar tudo de lado para analisar friamente a situação.

Tudo começou em 1987, com a palhaçada da CBF voltar atrás e decidir que teria de haver um cruzamento entre o campeão do Módulo Verde (primeira divisão) e o Módulo Amarelo (campeonato organizado pela CBF que equivalia a segunda divisão).

Os clubes campeões do Módulo Verde se recusaram a jogar o quadrangular final e o Sport foi dado como o campeão do Brasileirão de 1987. Com isso, o Flamengo contava com só quatro títulos, insuficientes para dar a Taça das Bolinhas para a Gávea.

Depois do título de 1992, a Taça das Bolinhas foi trancada em um cofre da Caixa e esquecida. Mas, quando o São Paulo venceu o pentacampeonato, a discussão voltou a tona. Com trocas de acusações dos dois lados, a Taça foi entregue ao São Paulo, mas em uma manobra de bastidores imensa, a CBF reconheceu o título de 1987 do Flamengo, que vira o primeiro pentacampeão brasileiro, ou seja, tem direitos sobre a Taça.

Mas a discussão não é sobre quem deve ficar ou não com a Taça, é muito mais complexo que isso. O que o Flamengo fez está em seu direito, até ele pedir licença do Clube dos 13 por motivos exclusos.

Para mim, Ricardo Teixeira "exigiu" a manobra do Flamengo. Ainda mais podre do que isso é Patrícia Amorim trocar de princípios por uma Taça. Cadê a presidente que votou contra o canditado da CBF menos do que um ano atrás?

E mais, como o Flamengo e os outros clubes licenciados saem do Clube dos 13 com uma divída de mais de 50 milhões a pagar. Assim até eu consigo dinheiro. "É, para emprestar dinheiro você serve, mas depois, dou calote e corro para os braços do Ricardo Teixeira".

E ainda tem torcedores que idolatram diretorias assim. Não defendendo a dos times da capital, que querem se igualar aos do Rio. Juvenal Juvêncio quer ser o Eurico Miranda (em termos de duração do mandato) do São Paulo.

Andrés Sanchez é um homem que vem adquirindo a confiança de Ricardo Teixeira e, quando o mandatário da CBF quiser se dedicar a outros afazeres (presidência da FIFA), Andrés deve virar o presidente da CBF.

Luiz Alváro e Arnaldo Tirone não fazem parte desse grupo por não aparecerem tanto na mídia. Mas o que descobrimos sobre tudo é: Qual é a influência real da CBF em nosso clubes? Porque, a maioria deles (principalmente os do Rio) são marionetes de uma organização presidida por um homem que acha que manda em tudo que acontece no futebol brasileiro.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Arsenal 2x1 Barcelona

Mais bonito que o estádio Emirantes Stadium, a casa do Arsenal, só o jogo que ocorreu nesta tarde de quarta-feira. O Arsenal, com o reforço de Nasri que, contundido, não sabia se jogaria ou não, entrou em campo para o jogo.

O Barcelona, por sua vez, sem seu capitão Puyol, improvisou Abidal na zaga e colocou o brasileiro Maxwell na lateral-esquerda, posição normalmente ocupada por Abidal, além de contar com um dos melhores ataques de sua história, com Villa, Pedro e Messi.

Ao contrário do encontro passado entre dois grandes times, o Arsenal é que começou pressionando. Na primeira grande chance do jogo, Walcott faz fila no centro da área e rola para Fábregas que, em uma grande cavadinha, deixa Van Persie na cara do gol. O holandês chutou forte, mas Victor Valdés não deu mole e defendeu.

Na marca de quinze minutos, o Barcelona chega ao ataque como se espera do Barcelona. Villa coloca bola em profundidade para Messi. Em frente ao jovem goleiro Szczesny, Messi ameaçou chutar duas, três vezes antes de tocar por cobertura. Por um capricho, a bola saiu a direita do gol do Arsenal.

Enquanto no começo do jogo, o Arsenal é quem dominava as ações, a partir da chance desperdiçado por Lionel Messi, o Barcelona começou a fazer o seu feijão com arroz, marcar no campo de ataque, tocar bola e atacar muito.

Mas, como o Arsenal é um time muito rápido, em um contra-ataque perigoso, Walcott tocou para Fábregas dentro da área. Valdés saiu para abafar o espanhol, mas o cruzamento para Van Persie já estava feito. Só que os gunners não contavam com a cabeça salvadora de Abidal, que conseguiu evitar o gol certo do clube inglês.

Enquanto a torcida do Arsenal comemorava a chance de gol, o Barcelona foi com Messi pelo meio-campo e eis que o argentino vê Villa correndo em profundidade. Passe perfeito do argentino, finalização também perfeita do espanhol e 1 à 0 no placar.

O estádio inglês ainda se recuperava do choque quando, de novo, em uma jogada de pé em pé do Barcelona, Pedro saiu livre, dentro da pequena área e tentou o toque de letra. Szczesny defendeu de novo.

Como o Arsenal só chegava em contra-ataques, Van Persie teve outra boa chance em um contra-ataque rápido puxado pelos ingleses, só que o camisa 10 dos gunners abusou da força e chutou para fora.

O Barcelona chegou de novo na última oportunidade do primeiro tempo. Enquanto a defesa do Arsenal assistia de um lugar privilegiado a jogada, Messi tocou para Pedro, que tentou o chute na saída do goleiro. A bola bate no goleiro e Messi completa de cabeça para o gol. O assistente, porém, deu posição de impedimento do atacante argentino.

O Arsenal deu sinal de vida no começo do segundo tempo em uma das poucas jogadas de Wilshere que, após tabelar com o capitão Fábregas, finalizou para a defesa segura do goleiro Valdés. Como no começo do primeiro tempo, o Arsenal pressionava um pouco o Barcelona, enquanto os espanhóis, quando tinham a bola, imprimiam seu toque de bola.

Pedro, em uma das subidas mais contundentes do Barcelona, saí na cara do goleiro e, após sentir o zagueiro francês Koscielny, desabou dentro da grande área, pedindo penalti. O árbitro, corretamente, deixou o jogo seguir.

Na pressão dos gunners, Nasri recebeu livre na ponta-esquerda do ataque do time londrino e cruzou rasteiro para Van Persie. Piqué surigu no carrinho na última hora e evitou o gol dos gunners.

O holandês Van Persie continuava com sua disputa pessoal contra o gol do Barcelona. Em um chute colocado de fora da área, Valdés caiu e defendeu. Messi também era outro em briga com o gol. Iniesta colocou Messi na cara do gol, mas o argentino jogou na rede pelo lado de fora.

O Barcelona, com sua calma costumeira, tocava a bola no campo de ataque dos londrinos, sempre buscando os espaços para ampliar a vantagem. O Arsenal marcava muito atrás, dando espaço para o Barcelona destilar sua classe.

Mas, quando o Barcelona estava melhor no jogo, o artilheiro holandes venceu sua batalha com o gol. Após receber em profundidade, chutou forte, quase sem ângulo, a bola passou por entre Valdés e a trave e empatou o jogo no Emirates Stadium.

E, como o futebol não é um tribunal, o clube londrino virou o jogo. Nasri puxou rápido contra-ataque, cortou seu marcador e rolou uma bola açucarada para Arshavin. O russo bateu de primeira, no contrapé de Valdés e virou o jogo.

Quase como no primeiro gol dos gunners, Bendtner deixou seu marcador no chão (ele escorregou) e tentou o chute sem ângulo, mas, desta vez, Valdés fechou o gol. Messi quase conseguiu dar outra assistência.

Em um contra-ataque dos catalães, o melhor jogador do mundo percebeu Daniel Alves livre do lado esquerdo e tocou para ele. O brasileiro chutou forte, mas no meio do gol, facilitando a vida do goleiro Szczesny.

O Barcelona, nos minutos finais, era só pressão, enquanto o Arsenal seguia à risca o ditado futebolista "Bola para o mato que o jogo é de campeonato". O jogo acabou como foi por quase todo o jogo, com o Barcelona no ataque. Destaque para a estrela de Nasri que, mesmo apagado, deu um gol para Arshavin.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O adeus de um Fenômeno

Protelei muito para escrever esse tributo ao melhor camisa 9 do mundo. Ronaldo não representa isso só para os brasileiros, mas para todos que apreciam bom futebol. De argentinos à espanhóis, de alemães à holandeses... todas diferentes escolas, mas com um ídolo em comum.

Não um simples ídolo, mas sim um Fenômeno. Tanto de gols quanto de dribles, de carisma, de popularidade, de marketing, de humildade. Todo brasileiro, independentemente do seu gosto por futebol, ficou triste com a aposentadoria deste craque.

Mesmo aquele torcedor de Copa do Mundo, tem grandes lembranças de Ronaldo. Seus quatro gols na Copa de 98 só não se tornaram mais por conta de uma convulsão. A imagem de Ronaldo deitado no chão, os gritos e com a mão em seu joelho é chocante.

Para muitos, aquilo era o fim muito precoce de um craque. Mas isso não se aplica para Ronaldo. Depois de quinze longos meses longe dos gramados, lhe surge uma oportunidade como centroavante titular na Copa do Mundo de 2002.

Poucos acreditavam no time. Quase ninguém acreditava nele. Mas ele foi lá e provou que podia se superar e ser o artilheiro e campeão da Copa do Mundo com 8 gols na bagagem. Isso sem contar que Ronaldo não era o batedor de penaltis...

Depois da Copa, todos começaram a perceber que ele não havia mudado com a cirurgia, seu jeito de jogar e sua habilidade estavam intactas. O que mudou foram só mais algumas marcas no joelho.

Para aqueles que acompanham futebol mais de perto, Ronaldo é quase como a idealização de um centroavante perfeito. Um atacante rápido, habilidoso, driblador e goleador. Prova disso foram seus cinco gols contra o Bahia, quando tinha apenas 17 anos de idade.

Depois da vitoriosa campanha da Copa de 94, Ronaldo foi desfilar seu talento por campos holandeses. Até hoje é lembrado pelos torcedores do PSV como um dos melhores que já jogaram no clube.

Nos outros clubes, então, nem se fala. Ronaldo, sempre quando achavam que a sua genialidade já havia se esgotado, inventava algo a mais. Seu gol contra o Compostela é uma obra-prima, daquelas que merecem ser imortalizadas.

E não só esse gol... O segundo gol contra a Alemanha, numa final de Copa do Mundo, então... Quem o compara a Romário, está fazendo uma comparação até maldosa... com o Baxinho.

Ronaldo sempre enfrentou seus desafios e, quase em todos os casos, os venceu com força de vontade e humildade. Já Romário, após ser o melhor do mundo, voltou para o Rio no auge de sua carreira.

Mas não vamos falar de Romário. O Fenômeno, como outros gênios do futebol, foi vencido pelo corpo. Um dos exemplos é o de Marco van Basten, grande centroavante holandês que encerrou precocemente a carreira por problemas no joelho.

No Corinthians, Ronaldo mostrou toda aquela habilidade de sempre, aliada a uma habilidade desenvolvida com a experiência, a habilidade de servir os colegas de time. Seu jogo contra o Santos na final do Paulistão é magnífico.

Pena que tenha terminado a carreira em baixa. Mas, se tratando de Ronaldo, nos damos conta que ele nunca esteve por baixo.

Milan 0x1 Tottenham

O Milan, em uma partida horrível, perdeu em casa para o Totthenham e agora vai ter que tirar a desvantagem em Londres. Além do Milan ter jogado mal, o árbitro conseguiu ser pior, se mostrando um árbitro sem fibra para controlar os ânimos do jogo.

Em um primeiro tempo de pouquissíma técnica, um dos melhores lances do jogo não foi uma finalização, e sim, um corte de um cruzamento feito por Corluka com direção ao gigante Peter Crouch. Mas eis que Abbiati se joga nela e corta o cruzamento.

Pouco tempo depois e a bola bate no barbante. Ibrahimovic tabela com Robinho e sai na cara de Gomes, só com o trabalho de ajeitar o corpo e tirar do goleiro. Mas o banderinha já havia marcado o impedimento.

Além de ter um gol anulado, o Milan perdeu seu goleiro titular, após Abbiati se contuntir em uma dividida com Crouch. Resultado: Substituição na equipe milanesa, saiu Abbiati e entrou Amelia.

Enquanto o jogo começou razoável, ele só voltou com um bom ritmo depois dos quarenta minutos do primeiro tempo, quando Van der Vaart chutou forte. Amelia voou de mão trocada e espalmou para a linha de fundo.

Na última boa jogada do primeiro tempo, Abate avançou pelo lado direito e cruzou milimetricamente na cabeça de Robinho, que aparecia sozinho na área, mas Gomes se projetou e socou para longe.

O técnico do Milan, Massimiliano Allegri, substituiu o apagado Seedorf por Alexandre Pato, já que o Milan estava jogando como se fosse o visitante, e não o time da casa. Mas, logo no comecinho do segundo tempo, foi o Tottenham que assustou.

Van der Vaart, sempre ele, segurou a bola na meia-lua da área do clube milanês e, percebendo Amelia adiantado, deu um leve toque de cavadinha. Uma pena que a bola foi para fora. O Milan, parecendo outro time, começou a pressionar o clube inglês.

Pouco tempo depois, o Milan criou sua melhor chance no jogo até então. Gattuso pegou o rebote e cruzou de novo para área. Yepes cabeceou forte e alto, mas Gomes, em defesa de puro reflexo, espalmou para escanteio,

O jogo esquentou depois dos dez minutos, com Flamini, dando um carrinho digno de Felipe Melo, machucou o jogador Corluka. Mesmo assim, recebeu só um cartão amarelo. Gattuso, tomando as dores do comppanheiro de time, discutiu com um membro da comissão técnica do Tottenham e o empurrou. O juiz, de novo, não expulsou o jogador do Milan.

Gomes, de novo, salvou o time do Tottenham. Gattuso recebeu uma cobrança de escanteio e cruzou para a área. Yepes cabeceou dentro da pequena área e Gomes espalmou uma bola quase que indefensável.

E o jogo começa a esquentar de novo. Gattuso divide com Palacios e precisa ser atendido dentro de campo. Gattuso tenta uma cotovelada em Crouch que, no próximo lance, chega forte em Gattuso, tudo isso sem o juiz tomar providências.

Flamini dá outro carrinho, desta vez por trás, e o juiz dá só a falta para o time inglês. Cruzamento para a área e Crouch cabeceia, quase que recuando a bola para Amelia, que encaixa a bola e sai jogando.

Gattuso dá outro entrada durissíma, digna de vermelho, mas o juiz, o mesmo que apitou Brasil x Costa do Marfim (Stéphane Lannoy), só dá amarelo. Apesar de ser um jogo de futebol, parecia mais uma luta 11 contra 11, com o Milan vencendo por pontos a primeira metade do segundo round, ou tempo.

Faltando dez minutos para o fim do jogo, Lennon arma um contra-ataque muito veloz pela direita, driblou Yepes e rolou para Crouch no meeio da área, que bateu de primeira para abrir o placar no San Siro.

O Milan acaba sendo castigado por privilegiar o futebol arte-marcial ao jogo de futebol práticado pelos ingleses, que não é nehum primor, mas pelo menos manteu a lealdade durante o jogo, sem entrar com extrema maldade durante o jogo.

Os ingleses, depois de fazerem seu gol, se fecharam no campo de defesa, e, quando tinha a bola nos pés, tocava a bola no meio-campo, esperando o tempo passar, enquanto o Milan tentava furar o bloqueio inglês.

Já nos acréscimos, chuverinho italiano para a área, Ibrahimovic faz o desvio de cabeça e Robinho chuta forte, a bola bate no zagueiro inglês e vai para escanteio. No rebote da cobrança de escanteio, outro cruzamento, Ibrahimovic empurra um zagueiro inglês e faz um gol de meia-bicicleta, corretamente anulado pelo banderinha.

Encerrado o jogo, Gattuso foit tirar mais satisfações com o assistente técnico do Tottenham, chegando a tentar dar uma cabeçada no inglês. Apesar de apreciar o jeito de jogar do Gattuso, muitas vezes ele exagera e acaba comentendo muitos equívocos.